034 – O perigo da igreja tolerante

Cartas às 7 igrejas

“No entanto, contra você tenho isto: você tolera Jezabel, aquela mulher que se diz profetisa. Com os seus ensinos, ela induz os meus servos à imoralidade sexual e a comerem alimentos sacrificados aos ídolos” Ap.2.20.

Nenhuma igreja deveria se contentar com apenas um lado desse par: bom ensino e boas obras. São dois lados de uma mesma igreja. Uma igreja que se dedica ao ensino, mas negligencia as boas obras, é como aquelas moedas grudadas de modo traiçoeiro na calçada… está sendo usada de modo impróprio. Esta era a igreja de Éfeso.

Mas, se Éfeso foi repreendida por abandonar o primeiro amor, Tiatira era diferente: “sei que você está fazendo mais agora do que no princípio” Ap.2.19. Ela foi reconhecida por suas boas obras: “conheço as suas obras, o seu amor, a sua fé, o seu serviço e a sua perseverança” Ap.2.19.

No entanto, era o lado da coroa o que estava escondido. A coroa da rainha Jezabel. Jesus traz à memória a história de uma das mulheres mais cruéis de Israel para demonstrar a gravidade de uma igreja que tolera o pecado. A imoralidade e a idolatria à Baal no tempo do rei Acabe, em Israel, trouxe perdição. Felizmente, Deus trouxe juízo para a casa de Acabe, e libertou Israel.

O ensino da Jezabel de Tiatira era assim: “ela induz os meus servos à imoralidade sexual e a comerem alimentos sacrificados aos ídolos” Ap.2.20.

Não era nada demais. Ela simplesmente permitia que os membros da igreja participassem dos eventos sociais da cidade, como todos faziam. A igreja simplesmente tolerava que seus membros participassem de idolatria, de imoralidade sexual, de perversão, desde que no final de semana todos estivessem fazendo suas boas obras. Era uma igreja tolerante. Perigosamente tolerante. Ela tolerava o pecado. Esses eram os “profundos segredos de Satanás” Ap.2.24.

Ao que parece, a Jezabel de Tiatira foi disciplinada pela liderança fiel, mas não houve mudanças: “Dei-lhe tempo para que se arrependesse (…) mas ela não quer se arrepender” Ap.2.21. E Jesus estava perdendo a paciência: “Por isso, vou fazê-la adoecer e trarei grande sofrimento aos que cometem adultério com ela, a não ser que se arrependam das obras que ela pratica” Ap.2.22.

Jesus convida aqueles que não concordavam com a falsa profetiza a conservarem-se firmes, militantes pelo bom ensino.  A intolerância contra o ensino que conduzia ao pecado deveria ser mais forte. O pecado oculto, os segredos de Satanás deveriam ser trazidos à luz: “É necessário que eles sejam silenciados” (Tito 1.11), diria o apóstolo Paulo.

O amor a Deus e ao seu ensino não tolera o pecado. Não tolera Jezabel. Que os cães saciem-se dos falsos mestres em nossas igrejas. Que a Palavra de Deus traga à luz pecados escondidos. Que a igreja brilhe como um tesouro valioso, igreja de ensino e prática, verdade e amor, fidelidade e santidade.

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