61 – A glória dos cientistas

Série Pastorais ao universitário cristão

A glória de Deus é ocultar certas coisas; tentar descobri-las é a glória dos reis. Assim como o céu é elevado e a terra é profunda, também o coração dos reis é insondável” Pv.25.2,3

É possível refletir a glória de Deus numa defesa de mestrado.

Recentemente fui assistir uma banca na área de física quântica. Eu não entendi bulhufas, nada mesmo. Fui apenas para prestigiar uma amiga.

No entanto, fiquei encantado com a profundidade do seu conhecimento ao tratar das pesquisas com os raios solares. É o mesmo encantamento que tenho, por exemplo, quando penso na complexidade de um túnel de uma estação de metrô. O mesmo de uma ponte que atravessa rios. Ou de uma obra literária como a de Saramago.

De certa forma, o que todos os que realizaram essas coisas tem em comum é que, querendo ou não, resplandecem a glória de Deus.

Em Provérbios 25.2, Salomão nos diz: “A glória de Deus é ocultar certas coisas”. O mistério é glorioso para o Criador. Foi o salmista quem disse: “Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que ali firmaste, pergunto: Que é o homem, para que com ele te importes?” Sl.8.3-4. O mistério da criação de Deus nos torna encantados com o seu poder.

Se o cientista não suprimir a verdade pela injustiça (Rm.1.18-19), ele investigará os mistérios de Deus encobertos na natureza e glorificará seu Criador.

Mas Salomão também reconhece a glória das descobertas dos cientistas.  

Ele diz: “tentar descobri-las é a glória dos reis”.

Os reis, que naquele tempo serviam de cientistas, recebiam sua glória descobrindo as potencialidades da criação, construindo obras inimagináveis manipulando um minério, extraindo da flora a cura para as pestes etc

Afinal, Salomão mesmo era um deles. Veja seu lattes: “(Salomão) descreveu as plantas, desde o cedro do Líbano até o hissopo que brota nos muros. Também discorreu sobre os quadrúpedes, as aves, os animais que se movem rente ao chão e os peixes” 1Rs.4.33.

Salomão glorificou a Deus enquanto dormia pensando nas propriedades do hissopo, e percebia irradiar a glória de Deus ao revelá-las aos súditos.

Quantos segredos mais não estão encobertos, esperando ser extraídos? Quantas surpresas e esperanças ainda não estão lá, no fundo dos mares, nas relações entre as células, nas altas estrelas; surpresas estas que podem mudar o modo como nos comunicamos, podem extinguir um mal na humanidade, ou simplesmente nos elevar o espírito?

Salomão está convidando os reis, aqueles a quem foi dado o poder de dominar sobre a terra, a buscarem sua glória escondida por Deus, e assim, serem eles mesmos um canal de irradiação da glória do Criador.

Enquanto os cientistas realizam suas obras sob os olhos admirados dos leigos, no íntimo do cientista, ele estará dizendo: “Grandes são as obras do Senhor; nelas meditam todos os que as apreciam” Sl.111.2.

Dica de livro

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