030 – A igreja fiel

“Conheço as suas aflições” Ap.2.9

Você não ia querer ser membro da igreja de Esmirna. Ela não tinha milagres, ninguém ficava rico e o culto não era festa.

Os que a frequentavam ficavam mais pobres, pois tinham seus bens espoliados por serem cristãos. Eram perseguidos e apedrejados pelos de fora. Nos cultos, havia lágrimas e insegurança quanto ao futuro. A igreja era invertida.
Espantosamente, ela ficará conhecida pelo mundo como uma igreja irrepreensível, a única em Apocalipse na qual Jesus não encontra dolo.

Qual a palavra para essa igreja? Nenhuma outra melhor. Jesus diz: “Conheço as suas aflições e a sua pobreza; mas você é rico” (v.9).

A igreja de Esmirna enfrentava o falso ensino da sinagoga de Satanás, que buscava destruí-la por dentro; e o Diabo, que buscava destruí-la por fora. Diante dessas coisas, Jesus tinha algo a dizer: “Conheço as suas aflições”. Era tudo o que a igreja precisava ouvir.

A igreja não ouve que a tribulação iria acabar. Pelo contrário. O que ela ouve de Jesus é que ainda “o diabo lançará alguns de vocês na prisão para prová-los” (v.10). Mas, à igreja, bastava ouvir que Jesus estava atento à prova de fidelidade.

Jesus, então, faz dois pedidos: “Não tenha medo do que você está prestes a sofrer” (v.10). A morte, a aliada do medo, irá bater à porta. Mas Jesus lembra: “Não tenham medo dos que matam o corpo, mas não podem matar a alma” (Mt.10.28). Não há motivo para temer a primeira morte, pois a segunda morte já foi vencida. Nós seremos arrebatados no corredor entre a primeira e a segunda morte. Nós podemos atravessar pela primeira morte, mas não encontrarão homens fiéis a Deus do outro lado da segunda morte.

O segundo pedido é: “Seja fiel até a morte” (v.10). Jesus não estava falando da fidelidade ao longo da vida. Não era uma medida extensiva. O que Jesus falava era de uma fidelidade intensiva. De ser fiel diante da mais severa tribulação! Ser fiel mesmo se formos lançados à fogueira. Jesus diz: não desanimem; não tenham medo; fiquem firmes.

Nas olimpíadas de Esmirna, seremos considerados perdedores. Mas na vida eterna, mais que vencedores! Ao invés da frágil coroa de louros, receberemos a coroa da vida (v.10). A única promessa presente é que Ele conhece nossas aflições; mas a promessa futura não tem preço: “O vencedor de modo algum sofrerá a segunda morte” (v.11).

Alguns anos depois desta carta, o bispo de Esmirna, chamado Policarpo, seria levado à fogueira pelo diabo. Nela, bendisse ao Senhor por ter sido “julgado digno de tomar parte entre os mártires, e do cálice de Cristo para a ressurreição da vida eterna”.

Vamos seguir Policarpo, atravessando a primeira morte em marcha, em direção à vida eterna!

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