008 – Visão 2025 para a Tradução da Bíblia em todo o mundo

Visão 2025 é um desafio lançado pelas Organizações Wycliffe Tradutores Bíblicos às agências missionárias e igrejas do mundo inteiro. Começou a partir de um cálculo muito simples.

Em 2001, quando o projeto foi elaborado, estimava-se 6,1 bilhões de habitantes no planeta, falantes de 7.148 línguas. A Bíblia havia sido traduzida para 366 línguas (5,4%), o Novo Testamento para 1.012 línguas (15%) e cerca de 883 línguas (13%) com pelo menos um livro da Bíblia traduzido. Assim, estimava-se mais de 3.000 línguas com óbvia necessidade de tradução bíblica (44%).

Naquele ano, a Wycliffe possuía 1.500 trabalhos de tradução da Bíblia em andamento ao redor do mundo. Com este ritmo de missionários e de recursos, só no ano 2150 teríamos iniciado um processo de tradução da Bíblia para todas as línguas restantes. Sendo assim, a Organização lançou um desafio bastante ousado, para si e para a igreja: reduzir o tempo em pelo menos 125 anos, aumentando a demanda de missionários e de recursos, apressando assim a alocação de equipes de tradução em todas as línguas até o ano 2025!

É importante lembrar: quando falamos em povos sem equipes de tradução, na grande maioria dos casos são povos ágrafos sem qualquer falante cristão na comunidade, isso significa que não é um desafio editorial, para levar um livro para a comunidade; nem educacional, para levar leitura; mas falamos em transpor o Evangelho para uma língua, cultura e visão de mundo que sequer possuem a palavra Jesus. Estamos falando de iniciar um processo, em todas as línguas e povos da terra, de um terremoto na língua e na cultura dominada pelo pecado e da força deste sobre os homens; do início da pregação do Evangelho; de possibilitar a uma língua a formação do gênero da confissão de pecados, e finalmente, em seu propósito último, a composição de cânticos engrandecendo o Cordeiro Jesus.

Se o historiador estava certo ao afirmar que o maior impacto da Reforma Protestante foi colocar a Bíblia nas mãos do povo, o movimento mais parecido que tenho visto com este é a Visão 2025. A despeito de todos os sinais que prenunciam o fim descrito em Mateus 24, não encontro outro mais evidente que a Visão 2025.

Não podemos deixar de participar deste movimento impactante no mundo.

Ore pelos povos que não possuem a Bíblia traduzida em sua língua. Ore por mais missionários que traduzirão essas Bíblias. Ore pelo movimento da Visão 2025 e pelo envolvimento de mais igrejas.

Conheça mais deste projeto aqui >> https://www.wycliffe.net/pt/

007 – Sede pela Palavra de Deus na Floresta

Trabalhar para a evangelização do Brasil não pode deixar de lado a comunidade indígena que vive em nosso território.

Por isso, o relatório do Departamento de Assuntos Indígenas, da Associação de Missões Transculturais do Brasil, é muito relevante para aqueles que desejam ver a evangelização do Oiapoque ao Chuí.

A pesquisa realizada pelo departamento mostra alguns dados para reflexão. O país possui 616.000 indivíduos declarados indígenas, sendo que 52% desses ainda vivem em aldeamentos. Essas pessoas formam 340 etnias diferentes, sendo que mais de 20 delas possuem mais de 10.000 pessoas. 27 dessas etnias estão isoladas, mas 111 são urbanizadas ou em processo de urbanização.

Com respeito a presença evangélica, 150 etnias possuem igreja indígena, porém 99 delas ainda não possuem liderança local. Das etnias sem igreja, 182 já estão, pelo menos, com presença missionária, porém em 50 delas não há representantes evangélicos indígenas. No entanto, há pelo menos 121 não evangelizadas e sem qualquer presença missionária ainda. Veja o que diz o relatório a este respeito:

“Chama a nossa atenção o alto número de etnias sem conhecimento do Evangelho em áreas relativamente abertas e sem iniciativas evangélicas e missionárias”.

Além da presença, há ainda outra necessidade muito relevante: “A Igreja Indígena vive um momento de crescente interesse na capacitação bíblica e em outras diversas áreas, porém, sofre com a ausência de treinamento perante a demanda e necessidade”. Há 16 seminários e cursos bíblicos para preparo indígena que não dão conta da demanda, e 51 etnias sem acesso a nenhum programa de ensino bíblico, o que causa um crescimento da igreja sem treinamento, podendo acarretar numa igreja nominalista e sincrética no futuro.

O relatório conclui que há uma necessidade de, pelo menos, 357 novas unidades missionárias (casais ou solteiros).

Ore para que Deus levante famílias e jovens para o trabalho missionário para cobrir estas 357 unidades faltantes, e que Deus capacite cada vez mais professores de Bíblia, para que a terra se encha do conhecimento da Palavra de Deus.

Para acessar o relatório completo, acesse: http://www.indigena.org.br/v1/

006 – Pobreza bíblica

Na recente 3a edição do Congresso de Lausanne, em CapeTown, dentre os vários assuntos discutidos pertinentes ao avanço do reino de Deus, um deles foi “As Escrituras em missões”, trazendo para o congresso o termo “Pobreza bíblica”, referindo-se às principais barreiras para a disponibilização e uso das Escrituras em todo o mundo.

A primeira delas é quando as Escrituras não transformam vidas onde estão disponíveis. Esta barreira aponta para uma enorme parcela do globo que possui Bíblias, mas estas Bíblias não causam a transformação de vidas. Os motivos apontados foram a ignorância e o desprezo pelas Escrituras; a saturação da sociedade com entretenimento; e a estranheza da Palavra de Deus com a vida do século XXI. As estratégias para a erradicação deste tipo de barreira podem ser mesmo as práticas comuns da igreja, como grupos de estudo bíblico e pregação. Todavia, devemos ainda pensar em inúmeros países cujas igrejas possuem a Bíblia em sua língua, mas os pastores locais não possuem qualquer preparo teológico. Deveríamos arquitetar em nossas igrejas uma massiva diáspora de nossos teólogos e mestres, espalhá-los por essas regiões, e prepará-los para transmitir o conhecimento de modo contextualizado, a fim de levar vitaminado alimento bíblico a essas igrejas.

Porém, a mais miserável das barreiras para a erradicação da pobreza bíblica certamente são as mais de 1 bilhão de pessoas que não possuem a Bíblia disponível em suas línguas. Aí o trabalho é monumental: vai desde a construção de gramáticas para as línguas ágrafas, à formação de escolas, e enfim a tradução das Escrituras. A igreja brasileira, enriquecida dos mais variados livros teológicos, não pode deixar de dar atenção a estas bilhões de pessoas que morrem sem sequer ter transposto o nome “Jesus Cristo” em sua língua materna. Nossas bibliotecas, cada dia mais saturadas de monografias, incha a igreja com responsabilidade.

Ore para que cada vez mais as pessoas possam ser satisfeitas não apenas do pão, mas do alimento da Palavra de Deus.

Ore por estratégias de ensino criativo, pelo interesse na Palavra, e por capacitação e novos missionários tradutores da Bíblia.

O documento referido está acessível AQUI.

005 – UFC, gladiadores e a glória de Deus

Algumas coisas deveriam ser óbvias. A maneira como nos divertimos, por exemplo. Especialmente para um cristão, deveria ser óbvio que se divertir à custa de violência e imoralidade não é aprovado por Deus. No entanto, a violência e a imoralidade são os dois temas fundamentais do nosso entretenimento. Esses temas primeiramente entraram em nossas vidas pela ficção. Não haveria blockbuster sem um mínimo de violência e imoralidade. Logo nos acostumamos com ele.

Em seguida, o entretenimento por meio da violência e da imoralidade ganhou o ingrediente da interatividade, invadindo o universo dos vídeo games. No entanto, nestes dois casos, a violência e a imoralidade eram apenas temas secundários, que promoviam a narrativa principal. Atualmente chegamos ao ponto em que o entretenimento violento e imoral alcançou o nível do realismo, e ganhou o centro temático através de esportes como o UFC, e programas como o Big Brother Brasil.

A imoralidade sexual e a violência são os pecados sociais mais primitivos da humanidade. Você dificilmente encontrará nas culturas do planeta uma em que não haja problemas com a violência e a promiscuidade. Esse problema comunitário é encontrado nos primórdios da humanidade, quando um irmão assassina o outro (Gn.4.1-8), e é agravado quando toda a humanidade está marcada pela violência (Gn.6.1-11).

A violência é uma quebra deliberada do mandato pactual da fraternidade, assim como a imoralidade sexual é também este retrato distorcido da graciosa sexualidade humana. Esse é o óbvio. Mas a cultura da iniquidade tem justamente este propósito, tirar nossas certezas, ao tornar algo tão claramente ímpio como o divertimento sobre dois homens se machucando mutuamente, e chamar isso de esporte nacional.

E a cultura faz isso de uma maneira muito persuasiva, incitando o homem iníquo dentro de nós, com sede de poder sobre seu irmão (violência) e sobre o sexo oposto (imoralidade). É por isso que nós tanto precisamos, somos sedentos pela Palavra de Deus, pois ela é que nos confronta nesta inércia diante dessa cultura perversa. Agora, em meio a inúmeros textos bíblicos que nos mostram que Deus abomina a violência, observe que a Palavra de Deus aconselha

– A sequer desejar a violência, seja para si, seja para outra pessoa: “Do fruto de sua boca o homem desfruta coisas boas, mas o que os infiéis desejam é violência” (Pv.13.2);

– A não se alimentar da violência, ou seja, não andar, admirar, assistir a qualquer ato violento: “Não siga pela vereda dos ímpios (…) Pois eles se alimentam de maldade, e se embriagam de violência” (Pv.4.14-17);

– A não falar sobre violência: “A boca dos ímpios abriga a violência” (Pv.10.6);

– Novamente, não admirar os caminhos do homem violento: “Não tenha inveja dos ímpios, nem deseje a companhia deles pois destruição é o que planejam no coração, e só falam de violência” (Pv.42.1-2) “Não tenha inveja de quem é violento nem adote nenhum dos seus procedimentos” (Pv.3.31). Este homem violento não é apenas aqueles homens que se quebram no octógono, mas todos os patrocinadores, os empresários que vivem da violência alheia;

– O justo, por sua vez, evita o mal: “Pela palavra dos teus lábios eu evitei os caminhos do violento” (Sl.17.4).

Por estes versículos nós percebemos o quanto é amplo os conselhos dados aos justos no que diz respeito à sabedoria e à violência. O justo não vê, não apóia, não admira, não promove nem homens violentos nem homens e organizações que promovem a violência alheia.

Mas se, mesmo assim, a Escritura não fosse capaz de nos convencer através de ordens negativas, só uma mente muito cauterizada faria com que esportes como o UFC e programas como o BBB passassem pelo critério de Fp. 4.8: “Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas” (Fp.4.8).

Agostinho e os gladiadores: uma luz nas trevas.

É possível, no entanto, que pensemos estar lutando contra uma força muito grande, como é a força da opinião pública.

Nós muitas vezes somos levados a crer que a cultura nacional é soberana, e só porque há quase total hegemonia sobre algo, deve estar certo. Mas um bom antídoto contra este pensamento é olharmos para a história. Vermos que cristãos em épocas distintas também viveram dramas semelhantes.

Agostinho foi um destes. Agostinho de Hipona foi um teólogo e filósofo do século IV, e um dos principais teólogos do Ocidente de todos os tempos. Suas obras foram influência para homens como Martinho Lutero e João Calvino, por exemplo.

Uma de suas obras mais conhecidas se chama Confissões, em que ele relata a história da própria vida e de sua conversão em forma de uma longa oração. Acaba que a obra se torna também uma testemunha de seu tempo. Em determinado capítulo, quando ele ainda sequer havia passado pela conversão, mas fora educado na fé, ele descreve como o seu amigo Alípio, sob a forte influência de seus amigos, é levado a gostar dos espetáculos dos gladiadores, e também nos mostra as observações de Agostinho sobre este espetáculo:

“Não desejando de modo algum abandonar a vida deste mundo a que o estimulavam seus pais, tinha [seu amigo Alípio] me precedido em Roma para estudar Direito e lá foi vítima, em condições inacreditáveis, de uma paixão igualmente inacreditável pelos espetáculos de gladiadores. No início odiava esses espetáculos. Mas alguns amigos, companheiros de estudo, que voltavam de um jantar, encontraram-no por acaso na rua. Tentou resistir energicamente, mas seus amigos o impeliram com uma violência amistosa e o levaram ao anfiteatro, onde nesse dia, ocorriam esses jogos cruéis e funestos. Ele lhes dizia: “meu corpo, vocês podem arrastar e instalá-lo nas arquibancadas, mas poderão fixar meus olhos e meu espírito, pela força, nesses espetáculos? Estarei como que ausente e triunfarei sobre vocês e sobre eles”. Essas palavras não impediram seus amigos de levá-lo. Queriam ver se conseguiria fazer o que dizia. Chegaram, sentaram-se como puderam, todo o anfiteatro ardia com as mais selvagens paixões. Alípio, fechando seus olhos, proibiu seu espírito de participar dessas atrocidades. Pena que não tenha também abafado seus ouvidos. Pois aturdido pelo grito tonitruante de toda a multidão após a queda de um dos gladiadores, foi vencido pela curiosidade e, como se estivesse preparado para suportar e desprezar o que fosse que estivesse acontecendo, abriu seus olhos e recebeu em sua alma uma ferida mais severa do que o gladiador recebera em seu corpo, e caiu mais miseravelmente que o homem cuja queda suscitara o grito. Pois quando viu o sangue, imediatamente sorveu a selvageria e não virou o rosto, mas fixou-se na imagem que via e absorveu a loucura e perdeu seu senso crítico e deleitou-se com a luta criminosa e embebedou-se num funesto prazer. Não era mais o homem que tinha ido ao espetáculo, mas um membro da multidão, um verdadeiro companheiro daqueles que o haviam trazido. Em suma, acompanhou o espetáculo, gritou, ferveu de emoção e saiu de tal modo insano que estava pronto, não apenas para acompanhar de novo os que o haviam trazido, mas para convencer outros a ir. Mas Vós (Deus) o arrancaste deste caminho com a vossa mão tão forte e misericordiosa, ensinando-lhe que devia colocar toda a confiança em Vóse não em si. Mas isso foi só muito tempo depois” (Confissões, VI, 8 – grifo nosso).

Agostinho nos conta como seu amigo foi convencido a ir ao espetáculo dos gladiadores e lá “absorveu a loucura e perdeu seu senso crítico e deleitou-se com a luta criminosa e embebedou-se num funesto prazer”, se tornando, assim, só mais “um membro da multidão”. Ao final, ele comemora o fato de Deus tê-lo tirado do gosto por este entretenimento tão iníquo.

Hoje em dia parece ser senso comum que as lutas dos gladiadores eram exploração e algo maligno, para entreter as massas. O futuro julga este nosso passado como algo mal, e não entendemos como as pessoas poderiam estar tão cegas a ponto de não enxergarem aquilo. No entanto, temos um registro de um homem que sequer era um cristão ainda, mas que tendo sido educado na fé, foi uma luz na escuridão de sua geração.

Certamente, lutar contra o entretenimento cada vez mais sofisticado, persuasivo e hegemônico de nossa geração mergulhada na cultura da iniquidade não será nada fácil, mas não é de outra maneira que a luz resplandece nas trevas, e que o testemunho ultrapassa gerações.

004 – Para guardar seu coração na Universidade

Querido amigo e irmão universitário, gostaria de compartilhar com você alguns conselhos que tiramos de nossa experiência na Universidade, mas também dos anos acompanhando universitários que, como você, amam Jesus Cristo e desejam guardar firme o coração.

a) Guarde seu corpo: da imoralidade e das drogas.

O tempo na Universidade apresentará oportunidades de autodestruição que, a princípio, parecerão muito mais atrativas que em outras fases da vida. Uma destas é a imoralidade. Determinadas festas e amizades farão um grande convite para tornar a sua sexualidade descartável. Já acompanhei cristãos com as mais extravagantes experiências sexuais, mas vazios e arrependidos pelo que fizeram do próprio corpo.

Uma outra forma de autodestruição são as drogas, legalizadas ou não. Uma das cenas mais tristes que vejo semestralmente próximas aos bares das Universidades são jovens inconscientes por beberam demais. Infelizmente, já vi jovens chegarem à Universidade sem terem sequer experimentado cerveja, mas após 3 ou 4 anos, não concluem seu curso por causa da dependência química e das dívidas por causa delas.

Muitas vezes, o que leva estes jovens a se entregarem tão facilmente é a tola ingenuidade de que, o que o mundo tem a oferecer é melhor do que a Graça de Cristo. O livro de Provérbios nos traz algumas advertências sobre este comportamento ingênuo, mostrando que “a falsa segurança dos tolos os destruirá” (Pv.1.32), que “comerão do fruto da sua conduta e se fartarão de suas próprias maquinações” (Pv.1.31). Mas conclui com esperança: “quem me ouvir (a sabedoria de Deus) viverá em segurança” (Pv.1.33).

Lembre-se que seu corpo, além de ser moradia do Espírito Santo (1Co6.19), é também o jardim guardado para o desfrute dentro no casamento (Ct.4.12).

b) Guarde sua mente: do abandono da fé ou da irrelevância da fé.

Outro grande desafio na Universidade não vem das amizades nem do estilo de vida, mas de professores que, do alto de sua arrogância, zombam dos mais de 2.000 anos de pensamento cristão. Não são poucos os casos de professores e disciplinas que afrontam o cristianismo declaradamente. Essas pessoas podem levá-lo a crises de fé e até mesmo ao abandono da fé.

A crise de fé não é necessariamente ruim, e até pode ser muito produtiva, pois pode tirá-lo de uma religiosidade para levá-lo à convicção da fé. No entanto, podemos ser facilmente enredados pelo carisma de professores escarnecedores.

Cuidado!, guarde sua mente se lembrando do que disse João: “…nenhuma mentira procede da verdade. Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? (…) Quanto a vocês, cuidem para que aquilo que ouviram desde o princípio permaneça em vocês. Se o que ouviram desde o princípio permanecer em vocês, vocês também permanecerão no Filho e no Pai. E esta é a promessa que ele nos fez: a vida eterna. Escrevo-lhes estas coisas a respeito daqueles que os querem enganar” (1Jo.2.21-26). Estas verdades alimentaram a mente de grandes pensadores do mundo, dos quais todos somos devedores! Não se envergonhe do Evangelho!

No entanto, há um perigo contrário, o da irrelevância da fé para seus estudos. É o perigo de você relegar seus pensamentos religiosos para os finais de semana e aceitar tudo o que colocam em sua mente sem auto crítica durante a semana. Lembre-se que “os céus declaram a glória de Deus; o firmamento proclama a obra das suas mãos” (Sl.19.1) e, portanto, não há nenhuma sabedoria neste mundo à parte da sabedoria de Deus e que “as palavras dos sábios são (…) como pregos bem fixados provenientes do único Pastor. Cuidado, meu filho; nada acrescente a eles. Não há limites para a produção de livros, e estudar demais deixa exausto o corpo. Agora que já se ouviu tudo, aqui está a conclusão: Tema a Deus e obedeça aos seus mandamentos, porque isso é essencial para o homem” – Pv.12.11-13.

c) Guarde sua carreira: do ativismo ou do paternalismo.

Além destes dois perigos iniciais, há ainda o perigo de você perder o foco para o qual você está na Universidade e destruir sua carreira. Há muita coisa com a qual você poderá se envolver na universidade, como esportes, teatro, política e até mesmo em ministérios de evangelização na Universidade, como ABU etc. Essas coisas são maravilhosas. Aproveite o máximo que puder. No entanto, não se esqueça que você está na faculdade para se preparar para um carreira pela qual você glorificará a Deus!

Não se iluda com o fato de ter entrado numa boa faculdade e que isso garante um futuro promissor. Você pode descobrir tarde demais que isso é uma mentira. Você terá que “ralar” como todo mundo! Por isso, manere no ativismo próprio da juventude e invista em sua carreira para a glória de Deus! Aproveite para estagiar nos anos de faculdade, pois você pode correr o risco de concluir o curso desempregado e sem nenhuma experiência!

Um segundo perigo a este respeito é para aqueles que, morando longe dos pais, mas sendo sustentados por eles, se acostumam com este conforto e buscam prolongá-lo o mais possível, postergando a independência financeira para continuar uma vida de ociosidade. Lembre-se da advertência de Paulo: “esforcem-se para (…) trabalhar com as próprias mãos (…) a fim de que andem decentemente aos olhos dos que são de fora e não dependam de ninguém” – 1Ts.4.11-12. Deus, em sua graça comum, ajuda “quem cedo madruga” independente se você é um cristão ou não. Se você for um cristão preguiçoso, você passará fome!

Um parêntese é preciso ser feito. É possível que, no período de faculdade, seu coração esteja voltado quase que irremediavelmente para ministérios de evangelização e serviço à igreja. Avalie corajosamente o próprio coração. É possível que você esteja fazendo a faculdade apenas por uma pressão social ou paterna, mas que sua vocação seja mesmo a de pastor, ou missionário ou outra atividade ministerial. Isso é muito comum. O conselho que eu dou é para que, o quanto antes, resolva sua identidade vocacional e abrace com coragem aquilo para o que o Senhor o tem chamado!

d) Guarde sua comunhão: da solidão, do abandono da igreja e do bom uso de seus dons espirituais.

Este último tópico diz respeito a um perigo contrário ao anterior. É possível que você fique tão absorvido pelos estudos e pelo trabalho, que você se isole do mundo completamente. Você que vem de uma cidade interiorana para uma metropolitana descobrirá que há algo mais terrível que as provas finais: os finais de semana solitários na metrópole. A solidão pode ser agonizante e tão insuportável na cidade grande que tenho visto tristemente muitos estudantes se entregando à depressão e ao suicídio.

Um outro erro daqueles que vem de outra cidade é nunca cortar o cordão umbilical. Você não vai gostar do que vou lhe falar agora: existe uma grande probabilidade de você nunca mais voltar à sua cidade de origem, e nem àquela igreja que você cresceu e fez tantos amigos. E, mesmo se você voltar, nada mais será como antes. Você perceberá que você também não será mais o mesmo que saiu. Quero encorajá-lo a, pouco a pouco, se desligar de sua igreja de origem e engajar-se numa igreja da cidade onde você está. Faça amizades na igreja, sirva a igreja, use os dons que Deus lhe deu na igreja da sua nova cidade. E não apenas isso. Lembre-se de ser um instrumento de Deus na própria universidade. Eu tenho me surpreendido com o número de jovens na Universidade que são totalmente ignorantes da fé crista, e talvez a sua presença dentro da sala de aula nestes quatro anos seja a única chance que aquela pessoa terá para conhecer a Cristo.

Não perca esta oportunidade!

Além do mais, abrevie as idas à sua antiga casa e experimente mais a cidade que você está morando. O que tenho visto a este respeito são estudantes que passam todo o seu período de faculdade divididos, mas quando terminam a faculdade, os seus antigos amigos deram rumo à vida, e você não fez nenhuma grande amizade na cidade em que está.

Abra seu coração para uma nova Igreja e para boas amizades cristãs. Mesmo que você tenha vivido um tempo especial na sua cidade anterior, nesta nova cidade Deus pode estar preparando a melhor fase da sua vida, como foi para mim. No período de faculdade eu vivi meus melhores tempos com Deus, desenvolvi minhas melhores amizades e encontrei a mulher com quem me casei.

E é isso o que desejo a você neste período que passa muito rápido, mas que deixará marcas profundas em você como nenhuma outra fase da vida, seja se você a levou de forma insensata, abandonando ao seu Deus, ou se você levou com sabedoria, no Temor do Senhor.

Que o temor do Senhor o acompanhe por todos os seus dias de universitário!

003 – Porque Saul seria capa de revista

A gente se surpreende com o contraste das pessoas consideradas de sucesso ao nosso redor das pessoas consideradas fiéis e segundo o coração de Deus, na Bíblia. Alguns homens de sucesso de hoje serão reprovados pela Palavra de Deus.

Esse foi o caso de Saul. Enquanto ele estava vivo, o livro de Samuel que retrata sua vida ainda não estava escrito e portanto Israel não tinha as explicações dos acontecimentos. Se Israel compartilhasse dos mesmos valores contemporâneos, Saul certamente seria capa de revista.

Saul tem todas as características de um herói nacional, a começar por sua origem. A história dele, vista pelos olhos de alguém de fora, é a famosa história do menino pobre que chegou ao poder pelos méritos pessoais.

Ok, Saul não era um menino pobre, mas rico (1Sm.9.1) No entanto, pertencia a uma família insignificante em Israel, e este apelo é tão ou até maior do que a riqueza naqueles dias. Veja a surpresa de Saul quando Samuel diz a ele que será rei: “Porventura não sou eu filho de Benjamim, da menor das tribos de Israel? E a minha família a menor de todas as famílias da tribo de Benjamim? Por que, pois, me falas com semelhantes palavras?” – 1Sm.9.21.

Além deste apelo da tribo inferior, diz o texto que Saul era belo: “moço, e tão belo que entre os filhos de Israel não havia outro homem mais belo do que ele” (1Sm.9.2). Ele era um galã!

Em seguida, vemos Saul como um grande guerreiro, vencendo a batalha contra os amonitas e finalmente sendo proclamado rei por todo o povo (1Sm.11.1-11). Saul era um herói nacional. Mas não pára por aí. Quero apresentar pelo menos quatro atitudes de Saul que o fariam manchete.

1) Porque era um líder pró-ativo em situações de stress.

Jônatas, filho de Saul, havia derrotado os filisteus em Gibeá, e os filisteus se juntaram furiosos contra Israel. Era um grande e poderoso exército, e por isso Israel temeu (1Sm.13.5-7). O povo estava dispersando e apenas uma coisa encorajaria o povo para a batalha: a confirmação da vitória vinda de Deus. Por isso, antes de enfrentar os filisteus, Saul aguardou Samuel para oferecer os sacrifícios. No entanto, Samuel se atrasou, e o rei esperou por sete dias.

Você até poderia imaginar os colunistas das revistas falando destes intelectuais e religiosos que nada entendem de guerra. São incompetentes e não estão preocupados com o povo, mas ficam enfurnados em seus escritórios cercados de livros antigos sem ligação com a realidade. Saul não, Saul estava com o povo, estava na frente da batalha, até seu filho estava lá também. Ele tinha que liderar seu povo para a vitória. O seu povo estava amedrontado e estava se dispersando.

Ele precisava tomar uma decisão e não aguardar pela boa vontade do religioso que nada entendia de guerra.

Por isso, Saul sacrifica em lugar de Samuel para inspirar o seu povo, pois Saul era um líder que tinha coragem para tomar decisões difíceis sob pressão de maneira pró-ativa.

No entanto, o que as revistas não falariam, é que Deus se zangou profundamente com Saul: “Disse Samuel: ‘Você agiu como tolo, desobedecendo ao mandamento que o Senhor seu Deus lhe deu; se você tivesse obedecido, ele teria estabelecido para sempre o seu reinado sobre Israel. Mas agora seu reinado não permanecerá; o Senhor procurou um homem segundo o seu coração e o designou líder de seu povo, pois você não obedeceu ao mandamento do Senhor’” – 1Sm.13.13-14.

Há momentos que não podemos ceder ao stress para tomar decisões precipitadas que não agradam ao Senhor. Não podemos colocar os resultados acima dos mandamentos do Senhor. Saul não entendeu isso, por isso, hoje em dia, ele seria capa de revista!

2) Porque era um governante misericordioso com os fracos.

O Senhor ordenou a Saul que saísse em campanha contra os amalequitas, para eliminá-los de sobre a terra. Disse o Senhor: “Agora vão, ataquem os amalequitas e consagrem ao SENHOR para destruição tudo o que lhes pertence. Não os poupem; matem homens, mulheres, crianças, recém-nascidos, bois, ovelhas, camelos e jumentos’” (1Sm.15.3). Saul, que era um governante fiel, imediatamente pega seu exército e desbarata os amalequitas. No entanto, sendo um governante compassivo, paciente e misericordioso “Saul e o exército pouparam Agague e o melhor das ovelhas e dos bois, os bezerros gordos e os cordeiros. Pouparam tudo que era bom, mas a tudo que era desprezível e inútil destruíram por completo” (1Sm.15.9). Saul poupou o rei fraco. Era um exemplo de compaixão este Saul! Ele obedeceu ao seu Deus, e ainda ensinou ao seu povo sobre misericórdia! Certamente, hoje Saul seria um governante exemplar!

No entanto, o que as revistas não relatariam era a desobediência de Saul: “Diz o texto: Então o Senhor falou a Samuel: “Arrependo-me de ter constituído a Saul rei, pois ele me abandonou e não seguiu as minhas instruções” (1Sm.15.10-11).

Saul não cumpriu completamente a ordem de Deus, cumpriu apenas a metade. Às vezes, valores contemporâneos que a princípio tem uma aparência de piedade, de boa obra, podem ser uma grave desobediência aos princípios bíblicos.

Quem segue os princípios bíblicos dificilmente será capa de revista!

3) Porque era um pai amoroso que se preocupa com o futuro dos filhos.

Saul fora proclamado rei de Israel e não um mero juiz. Ele havia conquistado o respeito do povo e estabelecido sua dinastia. Ele tinha sido proclamado rei pelo povo pois tinha carisma e vencera batalhas. Porém, mais do que isso, seu filho Jônatas, seu sucessor natural, também lutara e havia conquistado grandes vitórias para Israel.

Até que certo sujeitinho em quem Saul havia investido tanto em sua carreira musical (1Sm.16.14-23) e em sua carreira militar (1Sm17.31-38), agora estava adquirindo proeminência em Israel, e corria riscos reais de ser proclamado rei e até de dividir o reino. Saul não poderia permitir isso. Não poderia perder o patrimônio que conquistara para seu filho e sua descendência para um rapazinho. Observe o que Saul fala, irado, com seu filho, por se aproximar de Davi: “Filho de uma mulher perversa e rebelde! Será que eu não sei que você tem apoiado o filho de Jessé para sua própria vergonha e para vergonha daquela que o deu à luz? Enquanto o filho de Jessé viver, nem você nem seu reino serão estabelecidos. Agora mande chamá-lo e traga-o a mim, pois ele deve morrer!” (1Sm.20.30-31). Perceba a preocupação deste pai amoroso, mesmo tendo um filho que trama contra o próprio reino. Saul é um pai que quer ver seu filho um rei como ele. Saul estava lutando por aquilo que tinha conquistado, especialmente por causa de seu filho e sua família. Era um pai exemplar!

No entanto, o que as revistas esconderiam era que Deus já estava distante de Saul por causa da sua desobediência. Na verdade, Saul não lutava contra Davi, mas contra a vontade de Deus. Saul deixa seu povo de lado e passa a lutar por seus próprios interesses. Aqueles que colocam Deus em primeiro lugar não vão para as capas de revistas nem se tornam o homem do ano. Mas aqueles que lutam pela promoção pessoal, ou por uma causa que não seja a de Deus, mesmo que aparentemente justa, como a da família, estes sim poderão muito bem serem grandes destaques nacionais!

4) Porque era um homem sem preconceitos religiosos.

Saul, definitivamente, não foi um rei intolerante, que perseguia as outras religiões minoritárias. Muito pelo contrário. Houve certa vez que, inclusive, fez uso de uma religião minoritária.

Novamente em guerra contra os filisteus, Saul não tinha mais a Samuel para consultar ao Senhor, pois ele havia morrido.

Além do mais, Deus não respondia a Saul. Deste modo, mais uma vez, Saul não deixa seu povo sem revelação e vai buscá-la com uma feiticeira em En-Dor (1Sm.28). Saul valorizou a cultura e a região local.

As revistas tinham muito o que falar de Saul: ele era um grande líder, um grande rei, um grande pai e um grande religioso. No entanto, o que as revistas não contarão a você, é que

“O Senhor não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração” – 1Sm.16.7.

Aparentemente, Saul tinha sido um homem de admirar. No entanto, por trás de sua boa aparência e pretenso zelo, havia um pragmatismo que levou Saul à ruína. Saul errou quando não esperou Samuel chegar na batalha, mas também errou quando foi buscá-lo a qualquer custo, com uma feiticeira, pois o centro deste coração era o pragmatismo, que o levou a ser religioso quando lhe convinha, e infiel quando não lhe convinha. O seu pragmatismo revelava que mesmo quando agia com aparente zelo religioso, o que estava preocupado era com a própria imagem e consigo próprio:

“Pequei”, disse Saul. “Violei a ordem do Senhor e as instruções que você me deu. Tive medo dos soldados e lhes atendi. Agora eu lhe imploro, perdoe o meu pecado e volte comigo, para que eu adore o Senhor”. Samuel, contudo, lhe disse: “Não voltarei com você. Você rejeitou a palavra do Senhor, e o Senhor o rejeitou como rei de Israel!’ (…) Saul repetiu: “Pequei. Agora, honra-me perante as autoridades do meu povo e perante Israel” – 1Sm.15.24-31.

Que o Senhor nos livre do pragmatismo, que nada mais é que ter a si próprio como ídolo. Que possamos nos esforçar a ver como o Senhor, e seguir àqueles que seguem os caminhos do Senhor, e não aqueles que são bajulados pela sociedade.

002 – O Evangelho: esta história pode mudar sua vida de uma vez por todas!

Existem histórias que impactam nossa vida. Algumas nos emocionam, já outras nos entristecem. No entanto, existe uma história que, como nenhuma outra, pode transformar sua vida de maneira profunda e de uma vez por todas. Esta história é importante porque ela tem significados, desafios e promessas poderosas.

A história já é bem conhecida. Você já conhece pelo menos alguma coisa. É a história de Jesus Cristo, filho de Deus. Mas eu quero destacar dois acontecimentos desta história. Não é nem seu nascimento, nem sua obediência a Deus, nem seus ensinamentos. O primeiro evento que eu quero destacar é a morte de Cristo. Jesus Cristo foi morto da maneira mais humilhante, e sofreu horrores jamais sentidos por alguém. Mas o outro evento é a ressurreição de Cristo. Jesus foi morto numa sexta-feira, mas ressuscitou ao terceiro dia. Assim, Ele venceu a morte e está vivo até hoje, reinando com o Pai. Esta história é chamada de Evangelho.

Talvez você conheça esta história, mas não conheça seu significado profundo. Quero destacar dois aspectos deste significado. O primeiro é que Jesus é o Senhor. Com sua morte e ressurreição, Jesus assumiu o controle da história e se tornou o rei de seu povo. Por isso, devemos a Ele obediência. O outro significado é que Jesus é o salvador. Com sua morte na Cruz, Jesus conquistou a salvação do seu povo.

Por isso, esta história possui desafios profundos a você e a mim. O primeiro desafio é acreditar na história e no significado da história. Acreditar, de fato, que o filho de Deus entrou na história, viveu, morreu mas ressuscitou, e neste exato momento está vivo nos céus. Mas também acreditar no significado, acreditar que Jesus é o Senhor e o salvador do seu povo. Não é acreditar apenas em uma história que ocorreu no passado, mas crer que esta história tem um significado para você hoje. Por isso, o desafio é acreditar que Jesus é seu Senhor e seu Salvador. Tanto a história quanto o significado possuem testemunhas confiáveis, que estão na Bíblia Sagrada. No entanto, eu mesmo posso me colocar como uma testemunha desta história, pois eu mesmo fui transformado profundamente por ela. O segundo desafio é a mudança de vida. Quando você confia que Jesus é seu Senhor, você então percebe o quão distante está a sua vida da vontade de Deus. Neste caso, o seu coração será levado para um um forte desejo de viver de uma forma que agrade a Deus. Você não passa mais a viver para si mesmo, mas para agradar a Deus. Essa mudança de vida se chama arrependimento.

Se você sondar o seu coração e encontrar fé e arrependimento, esta história tem para você ainda duas promessas. A primeira é o perdão. Algumas religiões buscam nos livrar da culpa existencial por intermédio de boas obras. A cultura busca nos livrar desta culpa relativizando os valores. Mas este é um processo de auto-engano pois, embora possamos apagar de nossas mentes a culpa psicológica, todos nós, sem exceção, estamos debaixo de uma culpa jurídica, a culpa de viver de maneira rebelde à Deus, e a pena contra ela é capital! Todos iremos prestar contas disto. No entanto, Jesus Cristo morreu na cruz justamente para pagar nossa culpa. Ele morreu em nosso lugar. Portanto, quando nos arrependemos de nossos erros, podemos estar certos que Jesus Cristo já pagou o preço deles. Não apenas a existencial, mas também a culpa jurídica. A outra incrível promessa é a nova vida. Nós passamos a ter nova vida, pois o Espírito de Jesus Cristo passa a morar em nosso coração, que nos capacitará para vivermos conforme a alegria de Deus. Nesta nova vida, temos o amparo, a direção e a força vinda de Deus. Além do mais, esta nova vida não acabará nunca! Ela está além da própria vida. Pois na Cruz, Jesus Cristo venceu a morte, e todos os que crêem nEle passarão a vida eterna com Ele, em abundância de vida!

Se você creu na história e no significado, e recebeu as promessas, quero lhe mostrar dois preciosos instrumentos dados por Deus para sua caminhada. O primeiro é a Bíblia Sagrada. Ela é a revelação de Deus sobre Jesus Cristo e nela você encontra tudo o que precisa saber sobre viver segundo a vontade de Deus. Leia e estude ela. Indico que você comece pelo Evangelho de Lucas. É por intermédio da Bíblia que Deus fala com você. O outro instrumento é a oração. A oração é o meio de você falar com Deus. A Bíblia diz que Deus se inclina para ouvir aqueles que possuem o coração arrependido.

Ela também diz que Ele concederá tudo o que pedimos para que vivamos uma vida que agrada a Deus. Por isso, eu sugiro que, assim que você puder, antes de começar sua leitura do evangelho de Lucas, faça essa primeira oração a Deus:

“Deus, me ajude a entender as maravilhas deste seu livro sagrado, me ajude a conhecer mais a Jesus Cristo e a sua vontade”.

Além destes instrumentos, Deus ainda lhe concedeu um grande privilégio. Este grande privilégio é o de fazer parte de sua família. Esta família é composta por todas as pessoas, em todos os lugares e épocas, que um dia creram na promessa de salvação em Jesus Cristo. Entre outras coisas, estas pessoas são chamadas de cristãos, pois Cristo é o centro de sua vida; de evangélicos, pois somente o Evangelho de Jesus Cristo é o poder para a sua salvação; e crentes, porque não conquistam estas promessas por obras, mas pela fé. Juntas, elas são chamadas de Igreja, e entre si se chamam de irmãos. Também, porque fomos adotados para a família de Jesus, podemos chamar o Deus, criador dos céus e da terra, de Pai. E Jesus Cristo é chamado de Noivo da Igreja. A Igreja como família de Deus é uma só, mas se divide em inúmeras denominações, como Igreja Presbiteriana, Igreja Batista, Igreja Metodista etc. Há também falsas denominações, que se dizem igreja. A maneira como você descobre igrejas verdadeiras é pelo compromisso com a Bíblia Sagrada e com Jesus Cristo.

Quando você confia sua salvação a Jesus, e é adotado para a família de Deus, você ainda adquire dois maravilhosos direitos. O primeiro direito é o batismo com água. Se você creu, você certamente já foi salvo, mas é seu direito ser batizado, que é a maneira visível como a família de Deus reconhece você como um irmão. Este batismo é feito apenas uma única vez. Outro direito que você tem é de participar da Santa Ceia. A Santa Ceia é uma comunhão especial da família, ocorrida de tempos em tempos, em que ela partilha o pão e o suco da videira, e tem a promessa de que Jesus Cristo está presente espiritualmente, fortalecendo a igreja com alimento espiritual.

Enfim, o meu desejo profundo é que o Evangelho de Jesus passe a ser aquilo que há de mais importante na sua vida. O momento em que você confia em Jesus Cristo pode ser bem diversificado; pode fazer você ter uma mudança radical, ou pode ser simplesmente uma compreensão e uma mudança de direção, sem causar grandes emoções. No entanto, após crer em Jesus, nós passamos a crescer na fé. A Bíblia compara o nosso crescimento na fé com o crescimento de uma árvore, e o modo como andamos com Deus ela chama de fruto. Ou seja, dia a dia o Espírito Santo de Jesus vai regando o seu coração, de modo que sua vida, cada dia mais, vai se tornando abundante e agradável a Deus!

Que o Evangelho de Jesus Cristo seja o seu maior tesouro!