009 – Meu chão é o céu

Há guerras pelo terror –
e a chamam de Santa.
Enquanto o mundo está de cabeça para baixo:
o meu chão é o céu.

A verdade é relativa –
desde que seja imoral.
Enquanto o mundo está de cabeça para baixo:
o meu chão é o céu.

Os injustos clamam à justiça –
exceto para os compadres.
Enquanto o mundo está de cabeça para baixo:
o meu chão é o céu.

As ovelhas mais pobres
fazem os lobos mais ricos.
Enquanto o mundo está de cabeça para baixo:
o meu chão é o céu.

Mas a Palavra reflete o céu –
nela meus pés caminham.
Enquanto o mundo está de cabeça para baixo:
o meu chão é o céu.

008 – Davi

Aos pastores e seus filhos

Tu que és o rei,
Comandante de batalhas
O leão de Judá.
Porque te vejo guardado sozinho
Neste quarto a cantar?
“Porque está abatida, ó minha alma
Porque te perturbas dentro em mim?
Espera em Deus, pois ainda o louvarei
A Ele meu auxílio e meu Rei.”

Tu que és meu pai
Meu exemplo de vida
Meu herói.
Porque te vejo guardado tão triste
Neste quarto a cantar?
“Porque está abatida, ó minha alma
Porque te perturbas dentro em mim?
Espera em Deus, pois ainda o louvarei
A Ele meu auxílio e meu Rei.”

Tu que és pastor
Já tratou tantas feridas
Tantas vidas cuidou
Porque te vejo guardado escondido
Neste quarto a cantar?
“Porque está abatida, ó minha alma
Porque te perturbas dentro em mim?
Espera em Deus, pois ainda o louvarei
A Ele meu auxílio e meu Rei.”

007 – Júri celeste

No Antigo Testamento, Satanás acusava para juízo:
– Justiça aos pecadores!
E Deus respondia:
– Espere…
Na Cruz, Deus decretou para a salvação:
– Justiça por intermédio do meu Filho Jesus!
E Satanás, do seu canto:
– grrrr….
Mas retrucou:
– Justiça àqueles que rejeitaram Jesus!
E Jesus respondeu:
– Espere.
E a Igreja, na força do poder do Espírito de Cristo, brada com urgência por todo o mundo:
– “Manifestou-se uma justiça que provém de Deus (…) mediante a fé em Jesus Cristo para todos os que crêem” (Rm.3.21,22). “Arrependam-se, e cada um de vocês seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos seus pecados, e receberão o dom do Espírito Santo” – At.2.38.

005 – A menor distância

Eu, com meu pecado a só,
Vou revelando o meu erro em oração.
Ah, Deus, que devassidão!
É deste tão profundo abismo
Que clamo por Vós.

Mas como pode a minha voz,
Chegar a tão alta perfeição?
Oh Deus, que contradição:
Não é o coração arrependido
A menor distância de Vossos ouvidos?

inspirado em trecho das Confissões, de Agostinho

004 – Canção para o batismo da Ana

Segundo a melodia do hino 148 “Oração noturna”

Finda-se este dia que meu Pai me deu,
o domingo santo do batismo seu.
Junto dos amigos, e de nossos pais,
a Deus dedicamos votos mui reais.

Ensinar-te tudo, assim prometi,
pelo testemunho que eu recebi:
De que Jesus Cristo, com amor leal,
deu-nos sua vida, graça sem igual.

De meus pais ouvi, e vou te ensinar:
Ele, Jesus Cristo, veio nos salvar.
E da nossa vida Ele é Senhor,
Filha, testemunho, deste grande amor.

Filha, a outras filhas, como lhe ensinei,
sejas testemunha do amor do Rei
E o amor de Cristo em nossos corações
Se estenderá por mil gerações.

003 – Não consigo

Solto do sono, acordo,
piso no chão e digo:
– Eu consigo,
meus pés têm a força!

Pendo pro lado, apoiado
em algo, assustado eu digo:
– Eu consigo,
meus braços têm força!

Joelhos dobrados, pesado,
fracassado, não digo:
– Eu consigo.
“Onde estão minhas forças?”

Olho pro alto, quebrado,
no chão, clamando eu digo:
– Não consigo,
Senhor, me dá forças!

Eu digo: – Com Ele ao meu lado,
Mais fraco mais fortalecido!
Não consigo,
O Senhor me dá forças!’

001 – Havia uma pedra no meio do caminho

 

Na beira do caminho tinha um cego,
tinha um cego na beira do caminho.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.

Na beira do caminho ele dizia:
“Filho de Davi, tem misericórdia de mim”.
“Manda ele calar”, outros diziam.
Tantos cegos à beira do caminho.

Filho de Davi, no meio do caminho,
Do meio do caminho, Ele dizia:
“Sua fé o salvou” viram minhas retinas tão fatigadas…
“Se estes se calarem”, a outros cegos dizia
“as pedras clamarão. Sou pedra de tropeço para vós,
Pedra viva para este”.

Da beira do caminho, este outrora cego,
com suas retinas tão fatigadas,
seguiu a Pedra em seu caminho.”