036 – O remanescente fiel de uma igreja

Cartas às 7 igrejas

“Esteja atento! Fortaleça o que resta e que estava para morrer, pois não achei suas obras perfeitas aos olhos do meu Deus” Ap.3.2

Normalmente é bom ouvir de Jesus: “Conheço as suas obras”. Pelo menos, foi bom para Éfeso e Tiatira, por exemplo. Mas para a igreja de Sardes não foi: “Conheço as suas obras; você tem fama de estar vivo, mas está morto” (Ap.3.1).

Se houvesse um campeonato de igrejas, talvez a igreja de Sardes ficasse na expectativa do reconhecimento público por suas grandes obras. Afinal, todo mundo dizia que Sardes era uma igreja viva!

Mas ouviram: “você tem fama de estar vivo, mas está morto” (v.1). Sardes era uma igreja zumbi. Suas obras pareciam flores, mas cheiravam cadáver. O fogo que a movia não era do Espírito, e sim fogo fátuo. A igreja tinha fama diante dos outros, mas Jesus pensava diferente: “não achei suas obras perfeitas aos olhos do meu Deus” (Ap. 3.2).

Nem tudo é o que parece. Nem tudo que encanta os homens, agrada a Deus. A igreja foi reprovada pelo orgulho, pelas obras mortas e pela falsa segurança.

Por isso, Jesus chama a igreja ao arrependimento, à obediência e à vigilância. Ele estava atento, ele tinha as sete estrelas, ele tinha os sete espíritos. Ele era o bom pastor que viria a qualquer momento para salvar o seu remanescente fiel: “você tem aí em Sardes uns poucos que não contaminaram as suas vestes” (Ap.3.4).

O que você faz quando você percebe que sua igreja é infiel? O que faz quando percebe que está num barco afundando? Você sai? Você desiste da luta? Você abandona o barco?

Não foi o que fizeram os crentes fiéis de Sardes. Eles se mantiveram firmes, eles intercederam por sua igreja. Talvez os fiéis estivessem orando como Abraão: “E se apenas dez forem encontrados (justos)?” E talvez Jesus estivesse respondendo: “Por amor aos dez não a destruirei” (Gn.18.32). Talvez, tal como Deus tenha salvo, por amor a Paulo, todos os prisioneiros do barco na fatídica viagem à Roma, Deus estivesse sendo paciente com a igreja de Sardes, por causa de “uns poucos que não contaminaram as suas vestes” (v.4).

Jesus encoraja o remanescente fiel dizendo que permaneçam firmes, pois eles terão sua promessa. E aconselha aos demais da igreja, quanto a estes: “Fortaleça o que resta e que estava para morrer” (Ap.3.2). É tempo de avivamento!

Só então receberão o único reconhecimento que importa: “Jamais apagarei o seu nome do livro da vida, mas o reconhecerei diante do meu Pai e dos seus anjos” (Ap.3.5).

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