81 – O testemunho dos pobres

“Os pastores voltaram glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham visto e ouvido, como lhes fora dito” (Lc.2.20).

Leia Lucas 2.15-20.

No tempo de Jesus, quando nascia uma criança, apenas os familiares mais próximos é que permaneciam presentes. Por isso, é muito interessante notarmos como é gracioso o modo como o Pai escolheu aqueles que estariam presentes na ocasião do nascimento de seu Filho.

O Pai não quis que seu Filho nascesse nos palácios de Roma, nem nos palácios da Judéia, sequer no templo, cercado dos sacerdotes, escribas e fariseus. Deus estava preparando algo diferente. No momento do nascimento, diz o texto, “não havia lugar para eles na hospedaria” (Lc.2.7), e todo o trabalho de parto foi feito entre os animais, no meio da sujeira deles. Um dos maiores acontecimentos da história da humanidade estava para ocorrer e não havia lugar apropriado.

Jesus nasceu, provavelmente, numa gruta usada para hospedagem de animais e Jesus foi colocado no prato em que comiam esses animais – a manjedoura. Maria e José, na agitação da cidade de Belém por causa do recenseamento, depositaram seu bebê naquele lugar sujo, afastado, longe de seus familiares. Mas Jesus tornou aquele lugar o mais precioso da Terra naquele momento.

Quanto aos visitantes, Deus já havia chamado magos do Oriente, mas eles se perderam no caminho e chegaram dias depois (Mt.2.11). Os convidados ilustres para testemunharem do nascimento de Jesus estavam nos campos, próximo dali.

A profissão de pastor de ovelhas era muito desfavorecida naquele tempo. Não tinha nenhum prestígio. Os pastores sequer poderiam ser tidos como testemunhas em um julgamento. Mas foram esses os convidados para o nascimento de Jesus. Os anjos e a milícia celestial convocou aqueles pastores nos campos, e Maria e José receberam os primeiros parabéns deles. Quando Jesus suspirou pela primeira vez, os pastores estavam lá.

Por que, afinal, eles foram chamados para aquele momento tão especial? Porque os pastores eram como a manjedoura: a única coisa preciosa neles era Jesus.

Eles “encontraram Maria e José, e o bebê deitado na manjedoura” (Lc.2.16) e mais ninguém. Eles foram as primeiras testemunhas do nascimento de Cristo. E após aquele momento, tornaram-se também os primeiros pregadores do evangelho. Diz o texto que, quando eles anunciaram aquele acontecimento, “todos os que ouviram o que os pastores diziam ficaram admirados” (Lc.2.18). Agora, os pastores eram testemunhas do maior evento da humanidade, e as pessoas acreditavam neles!

Ah, como Jesus transforma pobres manjedouras, sem valor algum, em algo muito precioso. Quando Jesus nasce em nossos corações, nesse coração passa a habitar o que há de mais precioso no mundo. E assim nós nos tornamos porta-vozes da mensagem mais valiosa da história.

Os pobres, os cansados e sobrecarregados, os doentes, as manjedouras do mundo, são esses os convidados para o nascimento de Jesus. Jesus nasceu para aqueles cuja única coisa preciosa é o Evangelho.Se você também foi convidado para o nascimento de Jesus, alegre-se, agora a sua hospedagem é mais valiosa que qualquer hotel cinco estrelas. E o que você tem a dizer é mais precioso que o que diz o mais requintado dos doutores.

Ore a Deus

– Peça a Deus que Jesus nasça em seu coração. Que Jesus seja o seu Salvador, o seu redentor e a sua alegria;

– Peça a Deus para ele tirar de seu coração qualquer coisa que seja mais precioso que Jesus. Que não haja nada mais precioso em sua vida que o Evangelho que lhe trouxe a salvação;

– Agradeça a Deus por ter sido convidado para algo tão importante quanto a salvação.

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