029 – O primeiro amor de uma igreja

“Você tem perseverado e suportado sofrimentos por causa do meu nome, e não tem desfalecido. Contra você, porém, tenho isto: você abandonou o seu primeiro amor” – Ap.2.3-4

“O primeiro amor a gente nunca esquece”. Jesus Cristo contrariou o ditado popular ao diagnosticar a igreja de Éfeso.
Amorosamente, Jesus elogia a luta da igreja em favor da verdade: “Conheço as suas obras, o seu trabalho árduo e a sua perseverança. Sei que você não pode tolerar homens maus, que pôs à prova os que dizem ser apóstolos mas não são, e descobriu que eles eram impostores” Ap. 2.2.

Assim, Jesus trata as feridas daqueles que sangraram na luta contra a Besta da terra, os falsos mestres: “Você tem perseverado e suportado sofrimentos por causa do meu nome, e não tem desfalecido” Ap.2.3.

A igreja foi honrada por compartilhar com Cristo dos mesmos sentimentos de ódio contra o falso ensino: “você odeia as práticas dos nicolaítas, como eu também as odeio” Ap.2.6.

Em seguida, no entanto, Jesus apresenta sua queixa: “Contra você, porém, tenho isto: você abandonou o seu primeiro amor” Ap.2.4.

Na carta aos Efésios, o plantador da igreja, o apóstolo Paulo, apresenta uma igreja conhecida pela fé e pelo amor uns pelos outros (Ef.1.15). Aliás, nesta mesma carta, o apóstolo pede para que permaneçam crescendo nisso: “Seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo” Ef.4.15.

Agora, no entanto, Jesus se queixa, pois a igreja havia se esquecido deste primeiro amor. A igreja de Éfeso pontuou no ódio, mas reprovou no amor; venceu em seguir a verdade, perdeu em não seguí-la em amor. Os anos de cólera encobriram o amor da mocidade.

Então, Jesus chama a igreja ao arrependimento, senão as consequências serão graves: “Se não se arrepender, virei a você e tirarei o seu candelabro do seu lugar” Ap.2.5.

O zelo pela verdade ainda trazia luz ao mundo pela igreja; mas Éfeso, na sua frieza, estava prestes a ver sua chama apagada, e seu ensino estava prestes a perder o poder, a ser apenas fogo fátuo de um cadáver.

O noivo está chamando sua noiva para a dança, para a alegria do amor da mocidade, do calor que uma igreja emite ainda encantada pela graça de Deus. O noivo está buscando reacender a paixão deste relacionamento, que foi abalado pela frieza dos anos de luta.

A noiva, por sua vez, estende os braços, se rende e se deixa ser levada pelo amante, novamente. E cheios da verdade em amor, “cresçamos em tudo naquele que é a cabeça Cristo” Ef.4.15.

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