020 – O cristão e a formiga

Sirvam aos seus senhores de boa vontade, como ao Senhor, e não aos homens, porque vocês sabem que o Senhor recompensará a cada um pelo bem que praticar, seja escravo, seja livre” – Ef.6.7-8.



Uma pesquisa realizada nos EUA aponta redução no empreendedorismo nos últimos 10 anos. Além disso, a criação de Startups por jovens entre 20-30 anos caiu de 35% em 1996 para 18% em 2014, mostrando que a nova geração é menos propícia ao risco.

Essa pesquisa pode estar nos mostrando um buraco no entendimento do trabalho desta nova geração, especialmente para nós cristãos: a de que o emprego significa segurança. A de que o sustento seguro vem das mãos de um patrão bem servido.

Por outro lado, Deus nos deu as formigas como exemplo de empreendedorismo e Salomão foi o primeiro a observar, registrando em Pv.6.6-11.

Confrontando o preguiçoso, em primeiro lugar, Salomão nos apresenta a autogestão da formiga, que não espera que lhe digam o que fazer: “Ela não tem nem chefe, nem supervisor, nem governante” (Pv.6.7). Ela se responsabiliza pela própria produção. Ela responde obediente ao seu Senhor que lhe ordenou: “Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra!” (Gn.1.28).

A formiga, em segundo lugar, trabalha com planejamento: “e ainda assim armazena as suas provisões no verão e na época da colheita ajunta o seu alimento” (Pv.6.8). Não é uma autogestão para a irresponsabilidade. Ela prevê problemas.

Ela poupa. Gasta aquém do que recebe. Como José no Egito, ela discerne os tempos e se prepara para eles. Sem esperar pelos milagres. Sem esperar pelos outros, nem pelas circunstâncias.

Para isso, há necessidade de disposição: “Tirando uma soneca, cochilando um pouco, cruzando um pouco os braços para descansar, a sua pobreza o surpreenderá como um assaltante” (Pv.6.11).

A riqueza não alcança todos os que trabalham como a formiga, mas, em um mundo justo, a pobreza está à espreita do preguiçoso, que espera pelos outros, que não planeja, e não se dispõe. Seja ele crente ou não.

Para além dessas coisas, a formiga está longe da busca pela riqueza, ou mesmo da independência orgulhosa. Antes, seu zelo é por obediência ao seu Senhor.

Foi por isso que Paulo orientou seus irmãos em um contexto de escravidão: “Escravos, obedeçam em tudo a seus senhores terrenos, não somente para agradar os homens quando eles estão observando, mas com sinceridade de coração, pelo fato de vocês temerem ao Senhor, (…) sabendo que receberão do Senhor a recompensa da herança. É a Cristo, o Senhor, que vocês estão servindo” (Cl.3.22-25).

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